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A Torre — e por que temos medo dela

Algumas cartas fazem a gente respirar aliviado. A Torre costuma fazer a gente prender o ar. É por aí que quero começar.

Iris Perl2 min de leitura

Traduzido do alemão com IA.

Uma imagem que não dá sossego

Imagine uma noite tranquila. Há uma pergunta na mesa, talvez pequena: como encarar a conversa de amanhã? Então aparece a Torre. Um raio, figuras caindo, nada parece firme. Na cabeça, aquela pequena pergunta vira uma catástrofe.

Esse salto me interessa. A carta ainda não explicou nada; a imagem já começou a contar uma história. Quero levar o susto a sério, sem confundi-lo com uma previsão.

Nem toda rachadura é um desabamento

Para mim, a Torre pode trazer uma pergunta desconfortável: o que continuo sustentando, embora já não me sustente? Uma expectativa, uma agenda lotada ou a necessidade de ter razão. Não precisa ser a vida inteira.

Também não quero transformar toda perda numa lição bonita. Algumas mudanças são simplesmente difíceis. Uma carta não deveria exigir gratidão por elas.

Diminuir a pergunta

Eu não perguntaria à Torre: “Que coisa horrível vem aí?”. Preferiria: “O que eu já sei, mas não quero olhar agora?”. Depois escreveria uma coisa concreta sobre a qual realmente posso agir.

Assim a carta continua incômoda sem precisar ser ameaçadora. O raio é uma imagem. O que faço com ela continua sendo decisão minha.

Opiniões pessoais e cenas ilustrativas. Astrologia e tarot são interpretações simbólicas, não previsões comprovadas.