Uma imagem que não dá sossego
Imagine uma noite tranquila. Há uma pergunta na mesa, talvez pequena: como encarar a conversa de amanhã? Então aparece a Torre. Um raio, figuras caindo, nada parece firme. Na cabeça, aquela pequena pergunta vira uma catástrofe.
Esse salto me interessa. A carta ainda não explicou nada; a imagem já começou a contar uma história. Quero levar o susto a sério, sem confundi-lo com uma previsão.
Nem toda rachadura é um desabamento
Para mim, a Torre pode trazer uma pergunta desconfortável: o que continuo sustentando, embora já não me sustente? Uma expectativa, uma agenda lotada ou a necessidade de ter razão. Não precisa ser a vida inteira.
Também não quero transformar toda perda numa lição bonita. Algumas mudanças são simplesmente difíceis. Uma carta não deveria exigir gratidão por elas.
Diminuir a pergunta
Eu não perguntaria à Torre: “Que coisa horrível vem aí?”. Preferiria: “O que eu já sei, mas não quero olhar agora?”. Depois escreveria uma coisa concreta sobre a qual realmente posso agir.
Assim a carta continua incômoda sem precisar ser ameaçadora. O raio é uma imagem. O que faço com ela continua sendo decisão minha.
Opiniões pessoais e cenas ilustrativas. Astrologia e tarot são interpretações simbólicas, não previsões comprovadas.